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Juros simples × juros compostos: a diferença que constrói (ou destrói) patrimônio

Os dois regimes de juros explicados com exemplos em reais, as fórmulas de cada um e onde cada regime aparece na sua vida financeira.

Por Marco · publicado em 19 de julho de 2026

Juros são o preço do dinheiro no tempo — mas a forma de cobrá-los muda tudo. Existem dois regimes, e entender a diferença é provavelmente a lição de matemática financeira mais valiosa que existe.

Juros simples: só o capital rende

No regime simples, o juro de cada período é calculado sempre sobre o valor inicial. R$ 1.000 a 10% ao ano rendem R$ 100 por ano — hoje, daqui a cinco anos, sempre os mesmos R$ 100. Em 10 anos: R$ 2.000.

A fórmula é direta: M = C × (1 + i × n).

Você encontra juros simples em multas contratuais, no desconto de duplicatas e em alguns empréstimos de curto prazo. Faça qualquer conta no regime simples na nossa Calculadora de Juros Simples.

Juros compostos: os juros também rendem

No regime composto, o rendimento de cada período se soma ao capital e passa a render junto — os famosos “juros sobre juros”. Os mesmos R$ 1.000 a 10% ao ano viram R$ 1.100 no primeiro ano; no segundo, os 10% incidem sobre R$ 1.100, e assim por diante. Em 10 anos: R$ 2.593,74 — quase R$ 600 a mais que no regime simples, sem depositar um centavo extra.

A fórmula: M = C × (1 + i)ⁿ.

O detalhe que engana: no começo, as duas curvas andam quase juntas. A mágica (ou a armadilha) dos juros compostos só aparece com tempo — e cresce cada vez mais rápido. Veja as duas curvas se afastando no gráfico da nossa Calculadora de Juros Compostos.

Onde cada um aparece na sua vida

Comparar os dois regimes no gráfico