Cabe no Orçamento?
Quanto custa o Bolsa Família? E os juros da dívida? E as isenções fiscais? Escolha os itens e compare em barras na MESMA escala, com fonte oficial em cada número — a montanha ao lado do morrinho.
Escolha o que comparar. As barras ficam na mesma escala — sem truque de gráfico — e cada número tem fonte oficial.
⚠️ Atenção à sobreposição: os itens marcados com * já estão dentro de "Renúncias (total)" — as barras mostram os dois, mas não some uma com a outra.
O link já abre com os itens que você escolheu. 🗻
As fontes, número por número
| Item (com fonte e data de verificação) | Valor/ano | Por brasileiro/ano |
|---|
População usada nas contas por habitante: IBGE — estimativa da população 2025. Os anos podem diferir entre itens (2025/2026) — cada linha diz o seu.
Por que ver na mesma escala muda a conversa
Todo mundo tem opinião sobre o orçamento; quase ninguém viu o orçamento. Os programas sociais são visíveis — têm nome, fila e beneficiário — e por isso são os mais debatidos. Já os juros da dívida e as renúncias fiscais não têm rosto: são débitos silenciosos, e é difícil discutir o que nunca se viu desenhado. Esta página só faz uma coisa: coloca tudo na mesma régua, com o número oficial de cada item, e deixa você tirar as próprias conclusões.
Duas honestidades importantes. Primeiro: renúncia fiscal não é cheque para rico — a maior de todas é o Simples Nacional das pequenas empresas, e a isenção do IR até R$ 5.000 também é renúncia. Segundo: os juros não são um botão que se desliga — a dívida existe, precisa ser rolada, e quem recebe os juros inclui fundos de pensão e qualquer pessoa com Tesouro Direto. O que a escala mostra não é um vilão, é uma proporção — e proporção é o que costuma faltar no debate.
Conteúdo educativo, sem filiação partidária: números de documentos oficiais (LOA 2026, Demonstrativo de Gastos Tributários da Receita Federal, Banco Central), cada um com link e data de verificação na tabela acima. Valores atualizados ~1×/ano; encontrou um número defasado ou errado? Escreva para contato@contanahora.com.br.
Perguntas frequentes
Quanto custa o Bolsa Família por ano?
R$ 158,6 bilhões no orçamento de 2026 — cerca de R$ 743 por brasileiro por ano. Para comparar: os juros da dívida pública custaram ~R$ 1 trilhão em 2025 (Banco Central), o que paga mais de seis anos de Bolsa Família.
O que são gastos tributários (renúncias fiscais)?
Tudo o que o governo deixa de arrecadar por isenções, deduções e regimes especiais: R$ 612,8 bilhões previstos para 2026 (4,4% do PIB), segundo a Receita Federal. É um guarda-chuva que inclui de tudo: o Simples Nacional das pequenas empresas (a maior renúncia, R$ 134 bi), o agro, as entidades sem fins lucrativos, as deduções de saúde do IRPF — não é sinônimo de benefício para ricos, e é por isso que esta página mostra os itens separados.
Quanto o Brasil paga de juros da dívida?
Cerca de R$ 1 trilhão em 2025 (juros nominais do setor público, Banco Central) — a maior barra desta página, maior que todas as renúncias fiscais somadas e mais de 6 vezes o Bolsa Família. Não é um gasto "opcional" (a dívida precisa ser rolada), e quem recebe inclui fundos de pensão e investidores do Tesouro Direto — mas é a despesa silenciosa que raramente aparece no debate.
E a isenção de IPVA para jatinhos e iates?
Ela existe, mas não é uma "isenção do governo federal": o IPVA é estadual, e o STF decidiu em 2007 que ele só vale para veículos terrestres — desde então aeronaves e embarcações não pagam. Estimativas falam em alguns bilhões por ano que os estados deixam de arrecadar; há uma PEC para mudar isso. Como não há valor em documento oficial federal, o item fica nesta nota, não numa barra.